Dizia o Manolo no outro dia, a meio de noite movimentada no Kubo, "Estas gajas estão à espera que a gente lhes vá falar... Uma coisa do género 'isso não é uma boca, é um chamamento'! Olha para aquilo: estão à caça de certeza!".
Pelo meio, dançava (quase 15 segundos de cada vez!), deitava a língua de fora (viu demasiadas vezes o célebre anúncio de vermute), exclamava alarvidades (do género, "estou com os c****** encolhidos!") enquanto alguma beldade (geralmente putativa) passava a fingir que nada ouvia.
Mais para o final, a um "Olá!" visivelmente volitivo de Manolo, seguiu-se o tradicional "olhar de alto a baixo", por sinal, da parte de quem se deveria sentir agradecida por uma qualquer atenção especial que (pelo que se via) não merecia.
Plenos de descrença, os demais olhavam condescendentemente para os excessos de Manolo... E a noite terminou sem que Manolo comprovasse a sua teoria: afinal, "as gajas gostam é de um gajo directo"?
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